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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um tempo pra mim



Acordo ao meio dia, tomo meu café, então fico alternando meu dia entre livros, computador, televisão, house e lost... Comer quando bem entender, tomar banho quando sentir vontade e passar o dia todo de pijama...
Eu gosto desse tempo, de me curtir, de apreciar a minha companhia. Saio quando sinto vontade, e me incomoda profundamente pessoas vazias que só se encontram quando estão bêbadas e sem controle, e ainda acham que minha vida é chata porque estou sempre lúcida e controlada.
É bom ficar sozinha, e as minhas férias foram assim e chegaram ao fim.
Em breve estarei de volta à rotina, tentando entender a mente humana, aprendendo a dirigir, tomando coragem pra aprender a tocar violão, procurando por alguém, e em meio a essa loucura toda, tentando arrumar um tempo pra mim.

Line.

Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?

Marcelo Camelo.

Imagem daqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mixed feelings


Ela.
Ela pode. E ela quer. E ela sempre teve tudo o que quis, mesmo que por breves momentos. E ele é tão irresistivelmente lindo...
Fazia tempo que ela não viajava praquela cidadezinha do sul de Minas, e parece que nesse tempo seus sentimentos ficaram adormecidos, pelo menos ela não os notou. Mas bastou pôr os pés naquela cidade e encontrar com aqueles olhos, que os sentimentos guardados dentro dela resolveram sair, todos ao mesmo tempo.
Overdose de sensações que foram de desejo desenfreado à frustração em menos de um segundo.
Ela se atrai por homens-encrenca e não seria diferente dessa vez, e foi escolher logo o tipinho que ela mais detesta, aquele que as suas palavras não condizem aos fatos. E a realidade não está ao seu lado, afinal ele namora, e há bastante tempo... E ela apareceu assim do nada, é ilusão sua achar que as coisas seriam fáceis. E ela não vai desistir, ele pediu.
E o que seus olhos de jabuticaba viram naqueles olhos verdes foi uma história sem erros, sem impasses, sem obstáculos, se tivesse sido começada há quatro anos atrás. Mas ela também viu uma história difícil, mas não impossível, de acontecer de agora pra frente. E não dizem que tudo que é proibido é mais gostoso? O senso comum é tão sábio as vezes... Ela não vai desistir, e ele não vai resistir.

Line.


Imagem daqui.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mixed feelings

Ele.
Não posso. Ele repete esse mantra todos os dias em que sabe que ela estará por perto. Ele sabe que precisa manter o controle, disfarçar o desejo, mascarar a vontade...
E ela disse que viria, será que já chegou? A cidade é pequena, não demora e eles se esbarram por ai. Ele precisa estar preparado.
Ele namora há quatro anos, mas de repente sente-se atraído por ela. Ele tem consciência que não deve pôr em risco um amor de tantos anos por uma simples aventura. Mas mesmo assim ele a deseja, nunca desejou tanto alguém em sua vida, nunca teve que lutar tanto contra seus sentimentos. Talvez seja mais que uma aventura, ele pensa. E então não abre mão de seu desejo. Procura por ela e se declara, sempre, sempre. Mas a culpa fala mais alto, e ele mantém essa paixão apenas num mundinho paralelo, que ele mesmo criou, exatamente para protegê-la e mantê-la imaculada.
E ao pôr os pés na rua, lá está ela. Com um sorriso sem igual. Com as exatas feições que ela estava na última vez que se viram. Faz quanto tempo mesmo? Não importa. A cada passo que ele dá, ela está mais perto. E a vontade que ele tem é de correr para abraçá-la e dar o tão esperado, e adiado, primeiro beijo.
Mas ele não pode. Não pode! E passa por ela, mas os seus olhos verdes ficam. Um olhar de culpa, desejo e surpresa. E ele sabe que o seu olhar entregou tudo. Por mais que ele tente, e ele sempre tenta, os seus olhos entregam tudo... E os olhos que miraram os seus, que se agarraram aos seus, olhos negros de jabuticaba, lhe disseram que está tudo bem, que eles vão esperar, por mais que doa e a cada dia dói mais essa espera. Eles vão esperar até o momento em que serão fechados à espera de um beijo. O primeiro beijo...

Line.


Imagem daqui.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Castelos de areia


Sou movida por emoções, a eterna menininha iludida e inconsequente, que não mede esforços para chegar lá, acompanhada e a cavalo é claro, no castelo que os contos de fadas a fizeram acreditar que existe.
Durante toda a minha vida, só cheguei em castelos de areia, que foram levados pela primeira onda malvada, destruidora de lares, destruidora do meu lar.
Alguns até que duraram um bom tempo, resistiram à pequenas ondas, quase que imperceptíveis, e quase se solidificaram. Mas aí, a princesa acabou dando um jeito de, com o perdão da palavra, foder com tudo. Incrível essa minha habilidade para estragar meus próprios contos de fada. Acho que me empolgo demais e acabo assustando o príncipe. Vai ver é medo de ser feliz, e a felicidade de qualquer forma acaba um dia, melhor acabar agora antes que eu me apegue mais ainda, né? Não sei.
Dessa vez eu achei que ia dar certo, tudo bem que eu sempre acho, mas dessa vez tinha tudo pra dar certo, e quase deu. Ou será que ainda tem chances de um final feliz?
O príncipe encantado dos sonhos de qualquer garota, bom, pelo menos dos meus sonhos. Mas de tanto que o beijei, ocorreu o efeito inverso e ele virou sapo! Será que sou eu a culpada? Será mesmo culpa da minha intensidade? Será culpa da bruxa com verruga no nariz? Será que foi porque perdi meu mistério e junto com ele meu encanto? Será que tem alguma plebeia de olho na minha coroa?
Eu vou esperar, eu não vou desistir, eu que lutei tanto por você, não vou deixar de lutar agora.
Ainda enxergo em seus olhos aquele olhar no qual eu procurei abrigo e encontrei. E desculpa, mas eu não vou sair de lá, e não aceito dividir esse espaço com mais ninguém.

Line.


imagem daqui

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ainda chego lá

O amor começa, o amor acaba. Sempre foi, e sempre será, assim. E é incrível perceber que por mais que saibamos disso, sempre mergulhamos numa nova paixão. Falta de amor próprio? Em alguns casos, sim. Mas o que acontece mesmo é que nos impulsionamos para a vida, o amor é vida. Acho sim que todos nós temos a nossa metade da laranja perdida por aí. Um dia ela aparece, espero. Talvez venha meio desgastada, mas e daí? Também não sou tão pura como gostaria. E vou errando por esses caminhos, encontrando limões no lugar da meia laranja. Um dia eu acerto. E tem gente que não sabe curtir a solidão, que precisa sempre de alguém ao lado, nem que seja pra servir de apoio, servir de bengala. A solidão pode ser doce, se vista como espera, é nela que podemos repensar a nossa vida. E quando ela acaba, aah quando ela acaba... Vida rosa, borboletas no estômago e asas nos sapatos. Tem coisa mais gostosa que se apaixonar? Andar de mãos dadas, se abrigar num abraço, num olhar, se afogar num beijo, esquecer do mundo? Pode soar meio infantil, mas ainda acredito que meu "felizes para sempre" vai chegar.

Line.